quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Redes de proteção evitam afogamentos em piscinas



Piscina é uma excelente opção principalmente com a chegada do calor, mas ao mesmo tempo em que proporcionam lazer e diversão, elas também apresentam riscos às crianças e aos animais. Uma excelente solução para evitar acidentes é o uso das redes de proteção. No Brasil, o afogamento é a segunda causa de morte e oitava de hospitalização em acidentes com crianças de 1 a 14 anos, segundo dados da ONG Criança Segura.

De acordo com a gerente geral da Glysa Redes de Proteção, Bárbara Rodrigues, existem três tipos de proteção para se colocar na piscina. “A primeira é a com a rede que pode ser instalada sobre a piscina, conferindo segurança para crianças e animais de pequeno porte, suportando até 50kg/malha. A segunda opção é o cercamento fixo com estrutura de alumínio e rede de proteção – onde é realizado projeto personalizado. A terceira é uma cerca removível para piscina fabricada em tela de fibra de nylon revestida de pvc, presa em haste de alumínio, apresentando 1 metro de altura. A cerca permite inclusão de um ou mais portões onde o cliente desejar”, explica.

Segurança e normas técnicas

As redes de proteção normalmente são associadas ao quesito segurança, principalmente no fechamento de locais para evitar a queda de pessoas, animais ou objetos. O consumidor já pode contar com normas técnicas de redes de proteção de janelas, sacadas e outras proteções semelhantes destinadas à segurança e proteção em edificações. Porém, para piscina não há nenhuma. A ABNT NBR 16046 foi dividida em três partes. A primeira delas aborda os requisitos para fabricação da rede de proteção, a segunda destaca o conjunto de fios não-metálicos torcidos ou trançados utilizado para a fixação da rede, e a última aborda o procedimento de instalação.



“Atualmente não existe norma que regulamente instalação de rede de proteção em piscinas, visto que a NBR 16046 se detém a edificações. A tentativa é que essa norma se torne uma lei para que a proteção para piscina também tenha uma norma regulamentadora. Ninguém fiscaliza a rede em piscinas! O que estamos precisando é que a rede de proteção para piscina também seja inserida numa NBR”, ressalta Bárbara.



Cuidados e manutenção

Alguns cuidados devem ser tomados além da preocupação com a qualidade do material, bem como sua manutenção, que deve ser periódica.



“A rede trabalhada é fabricada em polietileno virgem, com duplo tratamento contra raios ultravioletas e substâncias antioxidantes, que conferem durabilidade e resistência ao material, mesmo com exposição ao tempo. Após instalada a rede entra em contato com a água tratada com cloro e outros aditivos, mas não fica submersa. Desta forma, o cloro diluído para tratamento da água não danificada a rede. Em contrapartida, o cloro concentrado em contato direto pode sim danificar o material, bem como, produtos de limpeza do deck da piscina. Temos experiências de rede danificada quando os profissionais responsáveis pela limpeza da piscina colocam todos os produtos de tratamento da água sem tirar a rede, o que é totalmente desaconselhado”, explica.

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